sábado, 24 de janeiro de 2009

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Ontem tirei o dia para assistir alguns dos meus filmes preferidos, aqueles bem fúteis. Ainda me identifico, mas não tanto. Aprendi a viver sem salto alto, sem a carona da mamãe, e sem espelho de corpo inteiro. Aprendi a não ter medo de tentar coisas novas, a sentir o valor do dinheiro, e a dividir meu espaço com pessoas que, até ontem, eram completamente estranhos, e hoje são uma família. Mas em breve, provavelmente, vão ser apenas lembranças, mesmo que sejam as melhores.

Ultimamente as pessoas entram na minha vida com a mesma velocidade que desaparecem. Todo mundo de passagem, assim como eu, por aqui e por ali, descobrindo um pouco mais do mundo. Sei que muitos não volto a ver nunca mais, alguns vão se perder no tempo, mas sei que alguns vão permanecer.

Mas isso é muito igual a um certo tipo de filme, onde nós sabemos o que vai acontecer no final, e apesar disso no decorrer damos boas gargalhadas. Mas eu acho que a vida é isso mesmo, sabemos aonde um dia iremos parar, e eu acredito que seja por isso, que queremos curtir cada história, cada passo e descoberta.

Acho muito legal isso, o pessoal que tá saindo do Brasil assim como eu saí, com um monte de sonhos na mochila, dúvidas na cabeça, e de vontade de chegar a algum lugar, muto mais longe do que é a Holanda, não é sobre distância. Mas o caminho é complicado, e não da pra pagar em euro ou dólar, a conta é muito mais alta. Mas realizar sonhos não tem preço mesmo, né?

Devo confessar que não foi o inglês, tambem não foi o holandês, e nem a liberdade que me trouxeram até aqui. O que eu vim buscar foi algo muito maior...

2 comentários:

Maíra Azevedo disse...

Lindo texto...

Anônimo disse...

Adorei! Muito lindo *-*