
Há algumas semanas atrás eu finalmente fui na casa da Anne Frank em Amsterdam, e não é de hoje que eu queria escrever alguma coisa aqui sobre isso. Foi muito marcante.
Eu sei que de fora, essa casa não parece mais do que uma das milhões de casinhas típicas da cidade, mas lá dentro, a coisa é completamente diferente. Quem leu o bendito Diário de Anne Frank deve conseguir imaginar o que eu estou falando. É muito emocionante ir lá em cima, pelas escadas estreitas e inclinadas, sentir a noção do espaço, as lembranças e traços deixados por lá, o quarto dela, a cozinha, o verdadeiro diário escrito em holandês, o depoimento do pai depois de tudo. É "aguenta coração".
Para quem não sabe da história, Anne era uma alemã judia que no período da guerra mudou-se com a sua família para Amsterdam. Porém, entretando, todavia, a Holanda tambem sofreu uma ocupação pelos alemães, e o pai de Anne teve a idéia de levar a família toda para viver no sótão dessa casa, que na verdade era um escritório com pessoas trabalhando lá durante o dia. Então durante dois anos, a família dessa garotinha de 13 anos, teve que viver às escuras, mais tarde com mais 4 pessoas, recebendo comida e cuidados de uma amiga. Até que um dia o esconderijo foi descoberto, todos foram levados para os campos de concentração, e Anne morreu desistindo, depois de ver sua irmã morrer, e fraca, acreditando que todos os outros de sua família estavam mortos tambem. Triste fim, pois 1 mês depois seu pai conseguiu liberdade, e viveu ainda por muitos anos. Ele publicou o tal diário, dividindo os pensamentos e aflições de Anne com o mundo.
"One single Anne Frank moves us more than the countless others who suffered just as she did, but whose faces have remained in the shadows. Perhaps it is better that way: if we were capable of taking in the suffering of all those people, we would not be able to live."