sexta-feira, 3 de julho de 2009


Depois de um ano da experiência mais fantástica da minha vida, estou voltando para o meu Brasil. O coração anda apertado, carrego comigo as melhores memórias, e uma saudade sem fim.
Agora sou uma pessoa do mundo inteiro. Mais feliz e confiante, com o coração e a cabeça aberta PRO QUE VIER.

I'll miss everything, everybody.. It was better than I expected, and go home is more difficult than I could ever imagine.

Meu ultimo post antes de voltar para o Brasil... só digo uma coisa: VALEU A PENA!

3 DIAS!

Sabe aquele melhor pedacinho da sobremesa que a gente sempre deixa pro final, pra deixar o gosto mais delicioso possivel na boca e na memoria?

...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

DESESPERO!

9 dias :(
e o coração amassagado.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

FESTA NA PRAIA


Nesse último fim de semana os intercambistas resolveram fazer uma "good bye party" na praia. A festa tinha tudo para ser perfeita. Porém, depois de umas garrafinhas uma americana deu PT, ficou desmaiada lá na areia, e justo nessa hora, a polícia apareceu.

Nós conversamos, explicamos que ela bebeu sem comida no estômago e por isso ficou desse jeito. Eles aliviaram mas falaram que voltariam mais tarde e se ela ainda estivesse assim a gente teria problema.

Levamos ela pra casa, e a festa continuou. Mais tarde, uma belga louca dá um PT pior ainda. O pessoal ficou preocupado porque ela parecia estar muito mal, e chamaram uma ambulância. Mas no meio tempo ela acordou e começou a gritar igual uma louca! E a polícia chega, e ela no desespero dá um chute bem naquele lugar... quando eles resolvem levar ela pra delegacia por desacato a autoridade... aiaiai

Nem precisa explicar a confusão que isso deu né?

terça-feira, 9 de junho de 2009

SHIT HAPPENS

O coração tá apertando. Esse fim de semana é o último acampamento da AFS, provavelmente a última vez na vida que eu vou ver algumas pessoas. Forte né? :(

Mas vamo que vamo.

terça-feira, 26 de maio de 2009

40 DIAS

O tempo está passando tão rápido, eu não sei o que pensar. Em 40 dias eu estarei de volta ao Brasil, perto de tudo o que eu posso chamar de meu.

É triste, muito triste mesmo, deixar pra trás tanta história, tantas pessoas especiais, amigos que eu vou levar pro resto da vida e que eu vou morrer de saudades. Mas, por outro lado, não existe lugar melhor no mundo do que a casa da gente.

Ainda bem que eu TENHO que voltar, se não eu não saberia escolher.
Queria ser duas, ir e voltar ao mesmo tempo.

Mas não dá :(

quarta-feira, 29 de abril de 2009

VIZINHANÇA


Essas são as minhas vizinhas.
É para elas que eu imploro quando chove: oow vaquinha não caga não!! Pois se você acha que a Holanda fede a maconha, você está totalmente enganado. É esterco mesmo. Mas, é só quando chove e se você tem vaquinhas e outros animais nas proximades...

domingo, 26 de abril de 2009

ANNE FRANK


Há algumas semanas atrás eu finalmente fui na casa da Anne Frank em Amsterdam, e não é de hoje que eu queria escrever alguma coisa aqui sobre isso. Foi muito marcante.

Eu sei que de fora, essa casa não parece mais do que uma das milhões de casinhas típicas da cidade, mas lá dentro, a coisa é completamente diferente. Quem leu o bendito Diário de Anne Frank deve conseguir imaginar o que eu estou falando. É muito emocionante ir lá em cima, pelas escadas estreitas e inclinadas, sentir a noção do espaço, as lembranças e traços deixados por lá, o quarto dela, a cozinha, o verdadeiro diário escrito em holandês, o depoimento do pai depois de tudo. É "aguenta coração".

Para quem não sabe da história, Anne era uma alemã judia que no período da guerra mudou-se com a sua família para Amsterdam. Porém, entretando, todavia, a Holanda tambem sofreu uma ocupação pelos alemães, e o pai de Anne teve a idéia de levar a família toda para viver no sótão dessa casa, que na verdade era um escritório com pessoas trabalhando lá durante o dia. Então durante dois anos, a família dessa garotinha de 13 anos, teve que viver às escuras, mais tarde com mais 4 pessoas, recebendo comida e cuidados de uma amiga. Até que um dia o esconderijo foi descoberto, todos foram levados para os campos de concentração, e Anne morreu desistindo, depois de ver sua irmã morrer, e fraca, acreditando que todos os outros de sua família estavam mortos tambem. Triste fim, pois 1 mês depois seu pai conseguiu liberdade, e viveu ainda por muitos anos. Ele publicou o tal diário, dividindo os pensamentos e aflições de Anne com o mundo.

"One single Anne Frank moves us more than the countless others who suffered just as she did, but whose faces have remained in the shadows. Perhaps it is better that way: if we were capable of taking in the suffering of all those people, we would not be able to live."

terça-feira, 31 de março de 2009

DESABAFOS

Em meados de outubro, eu lembro que eu estava com a Nikki na cidade, e estávamos vindo juntas para a minha casa. Pegamos um caminho diferente, longe e deserto. O estômago contraído, os olhos preocupados em seguir a direção certa. Não tinhamos idéia de como fazer pra chegar em casa. Achamos um lugar, no meio do nada, e decidimos que iríamos fazer piquenique ali algum dia. Finalmente, vimos o campo de hockey, estávamos na vizinhança, logo em casa. Nos sentimos as aventureiras.

Hoje eu fiz esse mesmo caminho. Mas a sensação foi diferente, e eu estava sozinha. Lembrei desse dia e vi como as coisas mudaram. Vi como esse caminho não me assusta mais, já é familiar, vi como eu me sinto forte, como a insegurança daquele dia, ou melhor, a garota insegura daquele dia não existe mais, pelo menos não em mim.

Tive vontade de rir.

quinta-feira, 5 de março de 2009

INTERTÉDIO

Hoje eu estava na aula de artes e uma das minhas amigas de classe perguntou do que eu mais gostava na Holanda. Me desesperei ao perceber que eu não sabia a resposta. Me vi completamente perdida nessa história. Quer dizer, claro que eu me orgulho de ver até onde eu cheguei, das conquistas que eu fiz, dos amigos que eu pretendo levar e da família que eu aprendi a amar. Mas e aí? O que mais? Claro que Amsterdam é linda, aliás a Holanda é linda, mas eu vou avisando, mais do que coffeshops o que poderia resumir a Holanda em palavras, são vacas, chuva, e muitos quilometros de bicicleta. E isso não é nada bom. Eu queria ter pela Holanda o que os intercambistas tem quando vão para o Brasil, aquele encanto pela música, pelas festas, pelo clima. Mas talvez eu tenha um jeito holandes de gostar do meu intercambio aqui. Não precisa de colocar em palavras, ou em canções. Basta viver os momentos, e guarda-los no coração. Eu mentiria se disesse que trocaria o Brasil para viver aqui. Mas eu jamais poderia dizer que não valeu a pena. Com todas as lágrimas, todo o frio, todos os problemas que eu tive que aprender a resolver sozinha, também existiu o outro lado, o lado dos sonhos se realizando, e muito intensamente. Que eu não preciso falar, eu só preciso sentir.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

CARNAVAL NO LIMBURG


Eu sempre achei que o carnaval fosse do Brasil, e o Brasil fosse do carnaval. Nunca acreditei nessa história de que o carnaval do Limburg também era bom aqui na Holanda. Pensava em bailes de pessoas idosas, com máscaras, música ruim etc. Mas, semana passada me vi enganada. Foi um carnaval frio, e bem diferente, mas tão divertido quanto. É estar ouvindo uma música estranha, dançando um ritmo bem europeu, mas se ver seguindo, e mais importante, curtindo, uma cultura que esse país também adotou, e que um intercambista no Limburg precisa conhecer de perto.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

INTERCÂMBIO


O intercâmbio não é apenas aprender uma língua nova, conhecer pessoas e culturas diferentes. Não é apenas aprender a administrar o seu próprio dinheiro. E é muito menos a colecionar amigos e fotos diferentes.

Não é ter horários malucos, cuidar das suas próprias coisas, comer comidas diferentes. Não é nem de perto ser dona do seu nariz. Não é apenas amar o novo, não é apenas sentir saudade. Não é levantar da cama em um segundo quando chega encomenda da família. Não é apenas se derreter em lágrimas todas as vezes lembrando de casa. Também não é apenas se emocionar ao ver as conquistar sooo far.

Mas eu posso dizer que é conhecer muito mais você mesmo, amadurecer, e ver um mundo diferente, de vários ângulos. É ver que é possível sim ir atrás dos sonhos, e surreal é uma palavra de pouco sentido.

Também é ver sua mente se abrir, para tudo. É aceitar desafios constantes, e perder o medo de arriscar. É um pouco querer voltar pra casa, e não conseguir se imaginar no mesmo lugar. E ainda, é notar que você não conhecia, algo que sempre pensou conhecer muito bem: você mesmo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

INVERNO

A Holanda tem tido um clima diferente nessa última temporada de inverno. Dizem por aí que não se vê invernos como esses já há dez anos. Esse ano, contrariando todas as previsões, estamos tendo neve de enjoar.

Na primeira vez foi lindo, super especial. Mas ter neve por tanto tempo não é tão legal assim. Escorregar toda vez que for andar na rua, não poder andar de bicicleta, e quando poder, cair, ver o trânsito, acidentes, a laminha preta que vira... não tem graça nenhuma! Ainda mais pensando no summer time, de sol, praia e água de côco no meu Brasil.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

ENCONTROS

Fim de semana passado, foi de emocionar. Depois de 5 meses, finalmente, reencontrar velhos e bons amigos. Nesse caso, uma das melhores amigas, de uma das melhores épocas da minha vida, a Laila.

Nós viajamos no mesmo dia. Eu para a Holanda, ela para a Bélgica. No aeroporto ela me entregou uma carta, linda, e eu tive finalmente a chance de entregar a resposta.

Foi em Maastricht, na estação! Dava vontade de rir o tempo todo, era surreal aquilo. Falamos de tudo, dos intercambios, da nossa vida no Brasil, do que temos feito, das nossas histórias no Brasil, dos nossos amigos, de tudo. Foi uma delícia. Delícia ver o quanto ainda somos as mesmas, por mais que tenhamos mudado tanto.

Foi muito bom. Tanto que ela me convenceu de ir para a Bélgica no sábado.

A noite fui com os intercambistas aqui da Holanda em um dance-skate. Foi divertido demais! Apesar dos milhares de tombos e de não conseguir ficar em pé, e ainda tinha que dançar naquele patins apertado e aquele gelo escorregadio. Mas tudo com intercambista vira bagunça né... pelo menos valeu a experiência.

No sábado fui com a minha hostmother fazer compras para a casa, foi estranho o tanto que nos divertimos. Tudo era motivo de piada. E depois fomos para Maastricht, para a casa do Dominique, o Guus estava lá ajudando a pintar a parede, e o meu hostpai tambem. Fiquei um pouco com eles, depois o Dominique me arrastou para o supermercado e meu deu uma caroninha pra estaçao... o coração a mil... hora de ir pra Bélgica.

Uma confusão.. viajar sozinha, encontrar sem querer brasileiros no ônibus, conhecer a casa-caverna (impossível imaginar o que isso significa), sentar em um barzinho tocando violão e lembrar dos dias mais gostosos no Brasil. Só que faltou o Pittol com a gente. :(

E depois de tudo isso, sentir um pouco o clima de liege, o tombe la chemise, e tudo mais. E ainda ver a Elisa e a Ludi. Foi muito bom, mesmo, e eu não vejo a hora de voltar.

Mas esse fim de semana também vai ser de mais encontros! Amsterdam que espere... mas hoje ainda tem a festinha do pijama das minhas amigas daqui! E é melhor aproveitar agora, não sei se haverão reencontros tão breve.

xoxo

sábado, 24 de janeiro de 2009

...

Ontem tirei o dia para assistir alguns dos meus filmes preferidos, aqueles bem fúteis. Ainda me identifico, mas não tanto. Aprendi a viver sem salto alto, sem a carona da mamãe, e sem espelho de corpo inteiro. Aprendi a não ter medo de tentar coisas novas, a sentir o valor do dinheiro, e a dividir meu espaço com pessoas que, até ontem, eram completamente estranhos, e hoje são uma família. Mas em breve, provavelmente, vão ser apenas lembranças, mesmo que sejam as melhores.

Ultimamente as pessoas entram na minha vida com a mesma velocidade que desaparecem. Todo mundo de passagem, assim como eu, por aqui e por ali, descobrindo um pouco mais do mundo. Sei que muitos não volto a ver nunca mais, alguns vão se perder no tempo, mas sei que alguns vão permanecer.

Mas isso é muito igual a um certo tipo de filme, onde nós sabemos o que vai acontecer no final, e apesar disso no decorrer damos boas gargalhadas. Mas eu acho que a vida é isso mesmo, sabemos aonde um dia iremos parar, e eu acredito que seja por isso, que queremos curtir cada história, cada passo e descoberta.

Acho muito legal isso, o pessoal que tá saindo do Brasil assim como eu saí, com um monte de sonhos na mochila, dúvidas na cabeça, e de vontade de chegar a algum lugar, muto mais longe do que é a Holanda, não é sobre distância. Mas o caminho é complicado, e não da pra pagar em euro ou dólar, a conta é muito mais alta. Mas realizar sonhos não tem preço mesmo, né?

Devo confessar que não foi o inglês, tambem não foi o holandês, e nem a liberdade que me trouxeram até aqui. O que eu vim buscar foi algo muito maior...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

5 MESES!

Ontem, depois de ouvir, pela primeira vez na verdade, musicas que marcaram alguns momentos da minha vida no Brasil, me vi desesperadamente voltando no tempo, pensando em como tudo pode ser tao especiais, quando voce ta com as pessoas que voce ama.

Mas eu tambem parei pra relembrar tudo desde que eu cheguei aqui, na Holanda. Lembrar de como eu era quando eu cheguei, e a quantidade de situacoes engracadas, dificeis e emocionantes que eu passei aqui.

Lembrar de como eu ficava imaginando a minha familia hospedeira, de como eu passava tardes e tardes conversando com o meu futuro hostbrother, da maneira que eu aprendi a ama-los, e hoje parece que eu os conheco desde sempre.

Peguei habitos holandeses, aprendi que nao se precisa de palavras pra demonstrar o quanto voce gosta de alguem, e aprendi o valor de um abraco (coisa bem rara por aqui!). Aprendi, no sufoco, a andar de trem, e de bike, mesmo na neve. E que tombos de bicicleta foram feitos pra te fazer rir. Colica nao e motivo pra faltar escola, e, intercambista que nao engorda, nao existe!

Fiz amigos pra vida inteira. Hoje eu vejo os do Brasil, e tambem vejo os da Holanda. Sao dois mundos completamente diferentes, que eu tive a oportunidade de conhecer de perto. Chorei de saudade do Brasil, de voltade de voltar pra casa. E tambem chorei de vontade de ficar aqui, pra sempre.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A ILHA DOS SONHOS



Segunda feira.Pegamos o bus. 3 horas viajando. Depois um barco. 3 horas (sem parar) VOMITANDO! Chegamos na ilha, eu, a Nikki, a Britt, o Domo e o Bas. Pegamos um tuktuk e fomos pro hotel. Arrumamos as coisas, todo mundo acabado. Jantamos no hotel, fizemos umas compras e ficamos num barzinho conversando. A Nikki e eu queriamos sair mas os meninos falaram que nao tinham dinheiro e tal, que nos iamos no outro dia porque ia ser a melhor noite antes da full mon.

Terca feira.Fomos pra vila arranjar motobikes, passamos a manha toda ensolarada na busca, e nada. Conseguimos duas, mas precisavamos, no minimo de quatro. Fomos pra praia, e eu me vi em uma das praias mais lindas do mundo. Alem de tudo, so gente entre 18 - 25 anos, parecia muito um filme. Aquilo nao podia ser real. Bebi agua de coco, andei de jet ski (uma delicia!), encontrei brasileiro, frances que morou no brasil, gente de tudo quanto e jeito. Fizemos compras, e no fim da tarde voltamos pra casa.

Jantamos no hotel. Os meninos nao queriam sair, , e isso foi uma confusao. Eles prometeram! Eu so teria 2 noites mais na ilha e eu queria que fossem especiais. Acabou que fomos, eu e a Nikki, a contra-gosto. Mas eles nao tentaram, em nada, se colocar no meu lugar. Entao eu me coloquei.

Pegamos um tuktuk com muito medo de acontecer alguma coisa. Rezei pro meu santinho, e voy la! Chegamos. Primeiro bucket - segundo terceiro quarto... fizemos muitas amizades. Pulamos corda de fogo, conversamos com estranhos, e acabamos a noite muito bem.

Na quarta o dia tava muuuito feio. Ficamos na praia, a Nikki me mostrou um lugar super lindo que ela achou, era um bar mas que era um barco tipo de piratas, gigante, e tava aberto. Entramos e ficamos la, sentadas numa redinha em cima do mar, lindo demais! Eu pensei muito, pensei na minha familia, na minha mae, no meu pai e em todas as nossas brigas, nas ferias no rio, no arpoador, nos rocks que eu costumava ir, na larissa, na mari, na bia, na laila e no pittol, na afs, no carnaval, em como era a minha vida no Brasil e como esta sendo o meu intercambio... o que eu esperava e o que eu to vivendo. Todos os altos e baixos. Eu nunca senti o meu coracao apertar tanto!

A gente ta aqui, passando por perrengues que a gente nunca poderia imaginar um dia passar, e eu nunca, nem por um momento, me esqueco de que eu vou sentir muita falta disso tudo, das coisas boas e tambem das ruins, quando eu voltar pra casa. E eu acho que e isso o que me mantem aqui.

Eu nem vi o tempo passar, a Nikki veio me chamar quando ja era noite. Tomei um banho e fomos jantar. Depois fomos pro quarto dos meninos e abrimos uma garrafa de champagne! Estavamos todos tao felizes!

Pegamos o taxi pra full mon party, eu fiquei sem folego por um tempo. E a minha ficha demorou a cair depois da virada do ano. CAMILA, FULL MON PARTY! O Dominique se separou da gente primeiro. A Nikki segundo, ela brigou com a Britt e saiu correndo. Ficamos eu, o Sebastian e a Britt. Saimos correndo pela festa gritando FELIZ ANO NOVOOO, VAI TOMAR NO CUU! Era muito engracado eles falando, eu devia ter feito um video. Nessa brincadeira, um cara parou e falou... 'pra voce tambem! pro seu pai, pra sua mae, pra sua familia, pros seus amigos, pro seu cachorro, papagaio..' e ele nao parava de falar! e eu nao conseguia falar nada, eu tava em choque! Ai depois ele me explicou que era brasileiro e estava morando na australia e tal. Encontramos outros brasileiros e o Sebastian acabou se separando da gente tambem, e eu e a Britt conhecemos gente do mundo todo..

Mais tarde encontramos o Dominique, mas preferimos andar sozinhas. Perdi dinheiro, e o ticket pra voltar pra casa. A britt tambem perdeu. Estavamos bem preocupadas, mas ai pegamos um tuk tuk e fomos pra casa. O caminho foi muiiiito longo porque tinham mil pessoas e toda hora eles pediam pra gente trocar de carro. Fizemos amigos no caminho, cantamos, dancamos, gritamos, ja era manha quando chegamos.

Abrimos a porta do quarto e a Nikki tava deitada com o pe enfaixado. Quando ela saiu correndo da Britt, ela pisou num copo quebrado. Teve que ir pro hospital e levar ponto! Voce nao sabe a confusao que isso deu. Eles tiveram que ligar pros pais, isso 6 7 horas da manha.. dormimos um pouco, mas acordamos as 9 pra pegar o barco... o barco do inferno.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

DIARIO DE BORDO

Terca feira, 23 de dezembro. O dia agoniante. O pieter e o Stijn foram levar a gente no aeroporto em Dusseodorf, precisamos de dois carros. Malas despaixadas, compras no duty free... hora de decolar.


Depois de uma maratona de aeroportos, 12 horas voando, mais muitas horas em free shops... Chegamos em Bangok. Acredita que eles nao queriam me deixar entrar no pais porque acharam que eu tinha febre amarela? E um calor que voce nao conseguiria imaginar. Pegamos um taxi e fomos pra Hua-Hin, cidade onde passariamos grande parte das nossas ferias.


A primeira vista fiquei um pouco assustada. Um pais muito pobre! Talvez mais ate do que o Brasil. Mas quando cheguei em Hua-Hin fiquei encantada. A casa era um sonho, tipo casa de artista. A Nikki ja estava la, e quando eu cheguei pulamos na piscina, a noite, tava quentinhooooo! Da pra imaginar?


Depois resolvemos sair, fmos pro Hilton, um clube, e conhecemos gente do mundo todo! Foi muito bom. Mas na Thailandia tem um tipo de prostituta bem comum, os lady-boys, homens que sao PERFEITAMENTE mulheres, e ficam tentando arrumar bons clientes estrangeiros com dinheiro. Tambem assusta a quantidade de homens, "velhos" que tem namoradas thailandesas novinhas.


No dia seguinte, alguns problemas surgiram. Algumas discussoes, e bom, eu nao consigo conversar sem chorar, entao a melhor coisa era ignorar. E foi isso o que eu fiz.


Fomos pro clube de golf do pai da Nikki (ele e dono de um) e sentamos pra tomar uns drinks com uns garotos da africa do sul, eles eram bem legais.


O resto do tempo ignorava as brincadeiras/implicancias, mas nao chegava a ser grossa. Autocontrole? Eu? Pareceria uma piada.

Depois disso fui pra cidade com a Britt e o meu dia melhorou um pouco. Cortei meu cabelo (tava gigante) e ela me levou pra conhecer os cantinhos da cidade foi bem legal. Voltamos pra casa e tivemos um jantar de natal. Os Collin e os Van Kappel. Foi bom, tipo uma brexa entre a gente.


Mas nao sei, subi e chorei no colo da Nikki. Ela me contou que o pai dela estava bravo tambem porque esse feriadotinha que ser especial. Eu desci, e pedi pra ficar em casa, porque eu nao queria ir na massagem com eles. Eles falaram que tudo bem, mas dai a Jessica, minha mae hospedeira, me chamou pra conversar. Antes da primeira palavra eu ja tava chorando. Ela falou que eu era muito fechada, que eu era muito boa em ignorar os problemas/pessoas e que isso era irritante, que ela nao tinha ideia do que tava acontecendo comigo porque eu nunca conversava sobre o que eu tava sentindo. Que isso era pra ser um feriado especial pra mim tambem, que eles me tinham como da familia etc etc etc. E eu so chorava. Eu falei que as vezes ela era muito dificil comigo e que eu nao tava acostumada com isso, e que eu nao gosto do jeito que eles lidam com o meu holandes, que isso cria uma barreira... Dai ela falou que ela nao tinha uma filha entao ela nao sabia como lidar com uma menina, que eu era muito mais sensivel do que os filhos dela, e que o holandes era um problema serio mas que nos iamos conversar sobre isso quando a gente voltasse pra casa. Falou que ela queria que eu tivesse um feriado bem legal, e eu pedi pra ela me abracar e ela me abracou, tipo um abraco sabe? sabe abraco? pois e! E eu so chorava! De solucar. Mas ai tudo melhorou.


No outro dia fomos pra praia, e eu bebi AGUA DE COCO!! Depois fomos no shopping fazer compras, vimos o castelo da rainha e do rei (o rei e primeiro lugar em tudo la) e fizemos passeios turisticos e nos bronzeamos.


Os dias foram passando e foram isso, praia-piscina-shopping-club-passeios de moto-massagem-jantares uma delicia.


No domingo, vespera de irmos pra ilha, tres thailandeses atacaram a minha hostmother na moto, roubaram a bolsa dela. Ficamos todos muito assustados porque os thailandeses sao muito doces, como que a gente ia imaginar que isso podia acontecer? Quer dizer, isso nao 'e o Brasil...