Eu estava um pouco chateada, com a minha mãe, por ter deixado eu programar toda uma viagem com os meus amigos e na última hora mudar de idéia. Falar que eu não vou, e pronto. Sem justificativa, sem motivo e sem discussão. Há muito tempo eu não ouvia um "não" tão direto, assim, tão reto! Confesso que eu não sei lidar com isso, nunca soube. A vontade triplicou, e desesperadamente eu tinha que ir, e tinha que convencer a minha mãe de qualquer jeito, e eu precisava arranjar argumentos. É! Era disso que eu precisava. "Eu quero conhecer novos lugares"? "Eu quero ficar um pouco com os meus amigos antes do intercambio"? "Poxa, mas é a minha despedida"? Não, não vai colar. E eu, por incrível que pareça, EU, Camila, desisti de pensar. Fiquei me perguntando se valeria a pena comprar uma briga por isso. Isso era tão importante assim pra mim? Fui vencida, abaixei a cabeça e aceitei. Logo eu, que sou rebelde, encrenqueira, pra frente. Parece até piada. Mas, é que eu parei pra pensar que, se eu não for, vai ser ruim, mas não vai ser tão ruim assim. Sabe, a gente precisa levar um não na cara as vezes mesmo, ora bolas. Até mesmo pra aprender a dar mais valor. E é bom fazer a vontade das outras pessoas também. Principalmente, quando é a vontade de uma pessoa que move céus e terras pra fazer as suas.
sábado, 28 de junho de 2008
"ALGUÉM TEM QUE CEDER"
sexta-feira, 20 de junho de 2008
TODO MUNDO NÚ!
Esse povo todo vai pra um canto diferente do mundo, fazer intercambio. Se antes só conhecíamos de nome, hoje viramos amigos. Alguns mais que outros, mas todos com os mesmos interesses em comum: se aventurar por esse mundão.
Engraçado é que todos vamos viver a mesma experiência, e ao mesmo tempo essas experiências vão ser tão individuais. Cada um em um país estranho, com uma família hospedeira diferente, tendo que se adaptar as mais complicadas situações e tirando uma coisa boa de cada uma delas - o esforço, o tempo sonhando, a espera, os dias que demoram a passar (e as vezes parecem passar rápido demais), a saudade... tudo tem que valer a pena.
Quem dera poder encontrar todos eles, no ano mais diferente da minha vida, e poder realizar com eles todos os nossos sonhos de intercambio. Mas não é assim, não tem como saber o que nos espera, e eu sinceramente, não quero descobrir agora. "Deixa ser, como será, quando a gente se encontrar...”.
Eu lembro uns meses atrás, na festa da AFS, quando ninguém ainda tinha viajado, nós escrevemos no livro de recordação "nos vemos pelo mundo".
Essa é a minha deixa agora, sem usar de criatividade, usando apenas do coração.
terça-feira, 17 de junho de 2008
...PEIXINHO É
"Se as relações familiares não fossem intrinsecamente complicadas, não existiria o mandamento: Honrarás pai e mãe" [Lya Luft]
Isso pode explicar muita coisa.
sábado, 14 de junho de 2008
PERTO DE ALGUM LUGAR

tudo a ver, não?
papo de quem sabe de onde vai sair, pra onde quer chegar...
beijos, camiz.
ps. adorei os comentários!
quinta-feira, 12 de junho de 2008
PARADOXOS



Essa vai ser a minha família hospedeira na Holanda. Uma graçinha né?
É engraçado. Depois de um tempo você começar a ter uma sombra de consciência que vai ficar 1 ano fora. Sem família, sem mãe, pra dar colo e pra buscar de madrugada. Sem a comida boa da vovó, sem o irmão pra contar os segredos, sem as amigas pra dividir os momentos... você percebe que tudo vai fazer falta, até mesmo as ligações de “volta pra casa AGORA” no meio daquela festa muito boa, daquele barulho chato no domingo de manhãzinha te acordando, da bagunça aconchegante do seu quarto... Em vários dias eu me perguntei se valeria a pena viver longe de tudo isso. Já chorei ao perceber o medo que havia em mim, pelas pessoas que eu amo – de me perder delas – e pelas mudanças que vão acontecer.
Quando eu recebi as primeiras notícias sobre a hostfamily o meu mundo parou. A ficha caiu, "oooopa, eu tô indo!". No primeiro e-mail da hostmother, eu fiquei pulando pela casa, com o sorriso mais bobo do mundo estampado na cara. Então eu não tinha mais dúvidas do que eu queria. Você percebe que eles também tem muitas expectativas a seu respeito, e decide que vai ser a melhor "filha" do mundo. É aí que os sonhos realmente começam. Você passa a viver em piloto automático na escola, mas dá valor a cada segundo perto das pessoas que você ama. Querendo ir e ficar ao mesmo tempo. Uma confusão de sentimentos. Será que tem explicação? Um dia você está quase desistindo, jogando tudo pro ar, mas ai quando você vê um outro sol nasceu e você já está feliz de novo, imaginando todas as coisas boas que você vai viver, contando os dias que faltam no calendário pra chegar lá. Um paradoxo. Mas, como diz a música...
"Vai ver que é assim mesmo, e vai ser assim pra sempre. Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente..."
terça-feira, 10 de junho de 2008
ACROSS MY UNIVERSE!

Beijos, Camiz.
