Terca feira, 23 de dezembro. O dia agoniante. O pieter e o Stijn foram levar a gente no aeroporto em Dusseodorf, precisamos de dois carros. Malas despaixadas, compras no duty free... hora de decolar.
Depois de uma maratona de aeroportos, 12 horas voando, mais muitas horas em free shops... Chegamos em Bangok. Acredita que eles nao queriam me deixar entrar no pais porque acharam que eu tinha febre amarela? E um calor que voce nao conseguiria imaginar. Pegamos um taxi e fomos pra Hua-Hin, cidade onde passariamos grande parte das nossas ferias.
A primeira vista fiquei um pouco assustada. Um pais muito pobre! Talvez mais ate do que o Brasil. Mas quando cheguei em Hua-Hin fiquei encantada. A casa era um sonho, tipo casa de artista. A Nikki ja estava la, e quando eu cheguei pulamos na piscina, a noite, tava quentinhooooo! Da pra imaginar?
Depois resolvemos sair, fmos pro Hilton, um clube, e conhecemos gente do mundo todo! Foi muito bom. Mas na Thailandia tem um tipo de prostituta bem comum, os lady-boys, homens que sao PERFEITAMENTE mulheres, e ficam tentando arrumar bons clientes estrangeiros com dinheiro. Tambem assusta a quantidade de homens, "velhos" que tem namoradas thailandesas novinhas.
No dia seguinte, alguns problemas surgiram. Algumas discussoes, e bom, eu nao consigo conversar sem chorar, entao a melhor coisa era ignorar. E foi isso o que eu fiz.
Fomos pro clube de golf do pai da Nikki (ele e dono de um) e sentamos pra tomar uns drinks com uns garotos da africa do sul, eles eram bem legais.
O resto do tempo ignorava as brincadeiras/implicancias, mas nao chegava a ser grossa. Autocontrole? Eu? Pareceria uma piada.
Depois disso fui pra cidade com a Britt e o meu dia melhorou um pouco. Cortei meu cabelo (tava gigante) e ela me levou pra conhecer os cantinhos da cidade foi bem legal. Voltamos pra casa e tivemos um jantar de natal. Os Collin e os Van Kappel. Foi bom, tipo uma brexa entre a gente.
Mas nao sei, subi e chorei no colo da Nikki. Ela me contou que o pai dela estava bravo tambem porque esse feriadotinha que ser especial. Eu desci, e pedi pra ficar em casa, porque eu nao queria ir na massagem com eles. Eles falaram que tudo bem, mas dai a Jessica, minha mae hospedeira, me chamou pra conversar. Antes da primeira palavra eu ja tava chorando. Ela falou que eu era muito fechada, que eu era muito boa em ignorar os problemas/pessoas e que isso era irritante, que ela nao tinha ideia do que tava acontecendo comigo porque eu nunca conversava sobre o que eu tava sentindo. Que isso era pra ser um feriado especial pra mim tambem, que eles me tinham como da familia etc etc etc. E eu so chorava. Eu falei que as vezes ela era muito dificil comigo e que eu nao tava acostumada com isso, e que eu nao gosto do jeito que eles lidam com o meu holandes, que isso cria uma barreira... Dai ela falou que ela nao tinha uma filha entao ela nao sabia como lidar com uma menina, que eu era muito mais sensivel do que os filhos dela, e que o holandes era um problema serio mas que nos iamos conversar sobre isso quando a gente voltasse pra casa. Falou que ela queria que eu tivesse um feriado bem legal, e eu pedi pra ela me abracar e ela me abracou, tipo um abraco sabe? sabe abraco? pois e! E eu so chorava! De solucar. Mas ai tudo melhorou.
No outro dia fomos pra praia, e eu bebi AGUA DE COCO!! Depois fomos no shopping fazer compras, vimos o castelo da rainha e do rei (o rei e primeiro lugar em tudo la) e fizemos passeios turisticos e nos bronzeamos.
Os dias foram passando e foram isso, praia-piscina-shopping-club-passeios de moto-massagem-jantares uma delicia.
No domingo, vespera de irmos pra ilha, tres thailandeses atacaram a minha hostmother na moto, roubaram a bolsa dela. Ficamos todos muito assustados porque os thailandeses sao muito doces, como que a gente ia imaginar que isso podia acontecer? Quer dizer, isso nao 'e o Brasil...
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