Ironia foi eu escrever coisas tão boas sobre o Rio, e depois me dar conta de que essa cidade maravilha tem seu lado cruel. Quando eu resolvi vir pro Rio, a primeira coisa em que eu pensei foi “oba, vou ver o filme do Thiago Martins”. Eu resolvi que queria ver esse filme desde que passou o primeiro trailler nos cinemas. Na estréia, por algum motivo, eu não pude ir, mas tinha decidido ir no dia seguinte... eis que eu procuro e cadê? O filme saiu de cartaz, sem mais, nem menos. Eu fiquei com bastante raiva. Mas enfim, o fato é que ontem, andando pelo Rio Sul, resolvi encarar o desafio de assisti-lo no pior cinema do rio (ele consegue ser pior do que o antigo cinema do shopping vitoria). Vamos lá! Pra que, sai da sala com a cabeça a mil, o filme mexeu com meu estado de espírito como nunca antes tinha acontecido. E não foi uma coisa que bateu e passou, eu fiquei assim por muito tempo depois de ter chegado em casa. Pensando, um pouco em estado de choque, como se tudo que aconteceu tivesse sido na minha frente. Talvez por ser em lugares que eu já freqüentei, por ser perto da minha realidade aqui. O filme, um romance carioca, mostra a dificuldade de um garoto honesto, morador do morro do canta galo, conseguir ficar com sua namorada, Nina, moradora da Vieira Souto, rica, típica patricinha da zona sul. Eu li isso numa matéria sobre o filme e não poderia escrever melhor: “Os dois se conhecem na praia e acabam se apaixonando. Juntos, experimentam as alegrias, emoções e dificuldades de viver um amor tão grande quanto improvável. Porém, são alvo de críticas e preconceitos velados. Dé e Nina são o retrato da intolerância e dos abismos sociais que separam brasileiros não apenas no Rio, mas em cidades de todo o país e do mundo.” Uma história de amor numa cidade partida. Essa é a cruel verdade.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
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2 comentários:
It could give you more facts.
vc nem precisa de um filme para ver o preconceito na cara das pessoas ao seu redor. eu vivi isso na pele e sei que não é facil namorar alguém de outra raça, mas com muito amor eu venci, com certeza!
e esse nem é um lado cruel do rio, mas sim da sociedade num todo.
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